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Blog do marcelo pegado
 


En(canta)

En(canta) logo ao primeiro momento!

O nome estampado na capa do CD, ao lado de uma bela foto com pássaros e flores e uma inusitada maquiagem, é simplesmente Cibele, em seu primeiro disco solo, lançado na Europa pelo selo belga Ziriguiboom em 2003. Para a cantora, segundo falou em entrevista à Rádio UOL, "sua música é caracteristicamente paulistana pois bebe diretamente nas influências musicais que a cidade oferece". E a verdade é que o seu trabalho muiscal é algo bem acabado, de onze faixas, com mais duas bônus track, com canções especialíssimas de composições próprias e arranjos muitíssimos bem elaborados, com uma boa pitada de Bossa, artifícios eletrônicos bem colocados, numa voz impecável pela suavidade. Composições em inglês como "Hate", "Luisas", "Waitting", "'ll be", "Train", "About a Girl" e "Green Grass", mesclam o repertório, que traz uma impagável interpretação de "Inútil Paisagem", com a participação especialíssima de Johnny Alf, o que nos reporta ao mais puro tom jazzístico, com direito a "escovinha" e um Rhodes compassado num misto de vozes que fluem perfeitas. Esse álbum de Cibele teve críticas mais que positivas em "países onde foi divulgado -Inglaterra, Alemanha, Bélgica, França, Estados Unidos", como enfoca reportagem da TV UOL. O álbum é uma viagem ao melhor da nossa música, com um toque de sofisticação e charme. Escute com atenção "Deixa", a primeira faixa. Linda! Emende com a faixa seguinte "Só sei viver no samba" e comprove o que estou tentando dizer. Ela é muito boa! Belíssima está a fotografia do encarte central do álbum. Em 2003 a cantora paulistana ainda não sabia quando o álbum iria sair no Brasil. Mas passados esses anos de lá pra cá, já é possível encontrá-lo nas prateleiras das boas lojas do ramo. Cibele Cavalli, ou somente Cibele, multiinstrumenta, cantora e compositora, nome não tão familiar no Brasil, mas com endereço em Londres e pelo mundo afora, que veio para ficar. En(canta) logo ao primeiro momento!




Escrito por marcelo pegado às 19h23
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Exemplo

 

Ellen Johnson Sirleaf, grande exemplo!
 

"Mulher de ferro", como é conhecida a presidente da Libéria Ellen Johnson Sirleaf, que em 2005 venceu a antiga estrela de futebol George Weah para governar o país do continente africano por seis anos, é um exemplo  a ser seguido, na sua obstinada trajetória. Economista de 67 anos, impregna uma forte personalidade e enfrenta os problemas de um complicado país de forma aberta e racional. E a Libéria tem sido exemplo para a transformação dos países africanos no seu percurso tortuoso de guerras civis, desestabilização econômica e tantas outros problemas, grandes problemas que assolam. Com um PIB ínfimo, um país sem índices educacionais e saúde, afora o grande descrédito patrocinado pelo então todo-poderoso senhor da guerra Charles Taylor que levou o país à bancarrota, parece encontrar uma luz no fim do túnel a cabo da presidente eleita. Assisti a um especial sobre o país africano essa semana na TV e vi o poder de transformação de uma nação e a força de uma líder. "Devemos concentrarmo-nos nas mulheres, em dar uma educação às crianças e alfabetizar as mulheres." Acredita a presidente que encara os problemas de frente, cara-a-cara e sem meias palavras. Retomar o crescimento, elevar a autoestima de seu povo, creditar à democracia como forma de ser a alternativa que se vislumbre um futuro próspero em parceria com países desenvolvidos, além de retomar as negociações com as empresas multinacionais que atuam no país, além de fomentar a vinda de novos investidores, é meta. A corrupção tratada com austeridade e o diálogo com a população num ato que surpreende pela espontaneidade nos diálogos com as principais lideranças do povo liberiano, tem sido a marca registrada da presidente Ellen Johnson. Serenidade foi o que pude perceber ao assistir ao documentário. Uma mulher sóbria e sabedora dos anseios de seu povo, mesmo porque sentiu e sente na própria pele os seus ais. Numa das suas palavras, a presidente no entanto argumenta que a democracia tem de ser vivida e vista, principalmente, pela ótica do respeito mútuo e condições igualitárias para um povo. Caso contrário, pode ser confundida com libertinagem e suas consequências, drásticas. Eis o paradoxo a ser encarado nesse primeiro momento. No entanto acredita-se que a Libéria está sendo colocado nos trilhos, e se receita existir, essa certamente está nas mãos hábeis da senhora Ellen Johnson Sirleaf, que sem esquecer os 15 anos de guerra civil e atrocidades patrocinadas pelo então tirano Charles Taylor, caminha para dias melhores de um dos países mais pobres do mundo, mas com um coração que pulsa. Ellen Johnson Sirleaf, grande exemplo!
 



Escrito por marcelo pegado às 11h35
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Surpresa

 

Num término de domingo, ameno e um tanto indisposto, escutaria

do começo ao fim o CD do Moska

Num domingo ameno, pois a cidade mais parecia estar adormecida, a loja de cd's meio esvaziada deixava soar nas sua potentes caixas de som uma antiga canção na voz doce de Fernanda Takai: "Se alguém perguntar por mim, diz que fui por aí, levando um violão...". Entoei baixinho enquanto catava nas prateleiras, como num encantamento, os inúmeros cd's. Cheguei a empinhar uma dúzia de títulos  mais ou menos, para escolher alguns. Na verdade, levaria todos e outros mais, porém... E lá estava eu com o cd de Moska  + Novo de Novo, conferindo atentamente o repertório, numa compilação de dezoito canções, as duas últimas faixas bônus. Interessante é que há um álbum de estúdio e um "Ao Vivo", praticamente com as mesmas músicas, o que "Ao Vivo" traz um repertório mesclado com antigos sucessos, gravado no mês de dezembro do ano de 2004 no Teatro da Caixa em Brasília. Uma primeira audição, o conforto de escutar belas interpretações, num trabalho muito bem elaborado a cargo de uma gravação de áudio capitanaeda por Walter Costa e equipe de unidade móvel. Tudo no seu devido lugar: vozes, instrumentos, público, som. O projeto gráfico reporta um Moska multifuncional, que de posse de uma câmera digital fez registro em fotos de objetos espelhados mundo afora. O resultado, uma espetacular mostra que ilustra as páginas centrais do encarte. A quinta faixa com "A Seta e o Alvo", a nona faixa com "Pensando em Você" e a décima quinta faixa com "O Último Dia", faz-nos cantar. Mas é bom que nos deleitemos com todas as outras canções, de arranjos primorosos e prestemos atenção na participação especial do Bate Lata, que faz com certeza, a diferença. Músicos como Dunga no baixo, Christiaan Oyens na bateria, vocais e violão havaiano, Sacha Amback nos teclados e samplers e Ramiro Mussotto na percussão, encerram o auxílio luxuoso ao álbum, que tem o  próprio Moska aos violões e voz. Gratíssima surpresa para um domingo ameno, daqueles que parece resultado de uma grande ressaca. Poderia até arriscar em responder ao refrão da canção que diz: "Meu amor o que você faria se só te restasse um dia? Se o mundo fosse acabar me diz o que você faria?". Certamente, num término de domingo, ameno e um tanto indisposto, escutaria do começo ao fim o CD do Moska, dando um repeat na faixa nove "Pensando em Você". Com a bela canção, seria feliz e o mundo, talvez, salvo!



Escrito por marcelo pegado às 11h06
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