Meu Perfil
BRASIL, Nordeste, NATAL, TIROL, Homem, de 36 a 45 anos, Música, Arte e cultura, Política
Outro -



Histórico


Votação
 Dê uma nota para meu blog


Outros sites
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis
 Tuany de Paula
 Luciane Antunes
 Matutage - Luciane Antunes
 Letto - Cidadão Neutro
 Blog Michelle Lima


Blog do marcelo pegado
 


Junina

Quero confessar que nunca gostei dessa época junina mesmo!

Quero confessar que nunca gostei dessa época junina, de suas festas, da apologia sem nexo, enfim. Agora então, numa "nova" concepção, em que tudo se confunde, tenho mesmo é ojeriza. Nesses últimos dias tenho assistido pela televisão, alguns momentos festivos direto de  cidades em que o evento tem forte apelo, muito mais comercial, do que na verdade, cultural, digamos de passagem. E a multidão aglomerada transita de lá para cá, bebe, parece feliz à procura de algo. Mas de quê? Fica minha indagação e dúvida. No grande palco montado, bandas modernosas de "forró" se revezam, fazendo soar uma música mais que sofrível, de um gosto no mínimo duvidoso, com letras vazias e melodias pobres, num apelo visual vexatório e apelativo na sua coreografia. Alguém pode me explicar? Inventaram uma tal de "metaleira" com acordes repetidos e muito mal soprados por sinal. É a festa! Hoje, desde cedo, um forte cheiro de fumaça invade os quatro cantos da casa, chegando à sensação de sufoco. Mamãe ainda há pouco postou-se à porta do meu quarto, e, já meio atordoada pela fumaça, foi pragmática e certeira: "Parece que estão incendiando o mundo, meu filho!", o que concordei, meneando a cabeça. Sem jeito a dar, caminhou para assistir a sua televisão sem som. Tempos atrás, já dancei até quadrilha junina, ajudei a organizar festinhas na rua; bandeirolas, palhas de coqueiro, balões, comidas típicas e trio de sanfona, triângulo e zabumba. Ainda bem que tudo passa! Mas devo dizer que gosto muito do milho cozido. Aqui em casa ainda fazemos na panela de pressão e nos deliciamos nos finais de tarde,  mesmo sem pretensão alguma de ser período junino. Para não dizer que não gosto de todo, faço-me lembrar de uma única vez que marcou e ficou na memória. Foi quando eu com alguns amigos nos reunimos na casa do saudoso Elino Julião, tudo muito bem elaborado pela sua Veneranda em um final de tarde/noite de muita música, verdadeiro forró, sob a guarda do sorriso de Elino que era, como nós todos, só felicidade. Momento inesquecível mesmo. Acho que depois desse dia, parece que tudo mais é uma bobagem sem fim. Não vejo hoje em dia razão de ser. Quero confessar que nunca gostei dessa época junina mesmo. E ainda bem que amanhã é outro dia!



Escrito por marcelo pegado às 23h27
[] [envie esta mensagem] []



Academia

"Velho" diploma!

O STF votou pela derrubada da exigência de diploma de jornalista, uma celeuma que se arrastava havia anos. Conclusões à parte, alegou-se "liberdade de expressão". Acho particularmente que a Academia se faz necessária, pois contribui com um rol de informações pertinentes à graduação, técnicas imprescindíveis, que, quando bem usadas, lógico, sem a pretensão de alguns pedantes, servem sobremaneira para embasar o texto, sedimentando assim a informação. Quando pretenciosa de tecnicismos, por outro lado, não há quem suporte e torna-se uma mediocridade só, principalmente quando os jargões são martelados numa espécie de autoafirmação besta. Outro dia pude constatar, conversando com um aluno de comunicação, que o mesmo nada sabia do jornal de 15 anos atrás. Não havia erudição no seu aprendizado acadêmico, mesmo sob forma de informação intelectual. Falei sobre os antigos linotipos, e para minha surpresa, o estudante desconhecia, sob olhos espantados perguntando o que havia sido "isso". Tratei de lhe explicar, o qual me escutou atentamente com olhos de espanto; chumbo derretido a alta temperatura e placas de metal gravadas uma a uma para composição final, em máquinas de ferro fundido, movimentadas a manivelas e engrenagens de correntes e engates, pareceu-lhe uma coisa do outro mundo. Talvez difícil imaginar, acho eu. E da revisão - que adorava!-, e da paginação manual, e dos fotolitos, e das chapas, e da revelção, e dos fundos chapados, e dos reticulados, e das tarjas e das fotos invertidas, e da tintagem, e da maestria das dobras das chapas, e das manivelas da máquina de impressão, e do cheiro da tinta no papel, e dos enormes rolos de papel importado do Chile, e dos gazeteiros, e do encarte que mais parecia arte, e da tiragem, e do refugo, e de tantas  e tantas outras coisas assim, de um tempo atrás. Ele, coitado, pouco sabia, é verdade e acho que ficou um tanto atordoado com as informações. Para mim, uma sequência lógica e essencial, viva na memória. É certo que hoje, tudo mudado. Tecnologia de ponta e muita facilidade, sem dúvida. Mas e a erudição que faz parte? Como entender onde se chegou? "Lino o quê?". E como havia uma efervescência nas redações, um frenesi contagiante, muita vida! Hoje tudo pode parecer muito mais "frio", arrisco. Uma coisa é certa: até um embargo de declaração, como recurso à decisão do STF, de nada adiantaria, pois não conseguiria mudar o resultado. E ficou o ministro Marco Aurélio Mello, solitário no seu voto a favor do diploma para o exercício do jornalismo. E vem a questão: o que será dos cursos de comunicação daqui em diante? Creio que mesmo sem deixar transparecer, muitos jornalistas estão com certa tristeza latente. Alunos de comunicação, com futuro incerto a partir de agora. Mudar de curso, talvez. O próprio ministro Marco Aurélio, fez crer da necessidade da savalguarda no exercício do jornalismo. Umas arguições deixaram claro que na medicina há a necessidade premente da Academia, como condição uma vez que vidas estarão nas mãos dos senhores "doutores". Lembro-me de uma vez que fui a uma pequena cidade do interior. Chegando lá, ao ouvir uma reclamação de uma senhora sobre as dores nas pernas de sua filha, arrisquei tecer comentários a respeito, o que de pronto, levo-a a crer que eu era médico, pois discorri sobre a possível patologia e arrisquei uma opinião para tratamento. De tão "convincente", a senhora já animada, tratou de acionar a vinda de sua filha para que eu desse uma examinada. Logo tratei de explicar-lhe que eu não era médico coisíssima nenhuma e só falei sobre o que sabia por ouvir falar de casos semelhantes. A senhora, para o meu espanto, não acreditou e achou que na verdade, eu não queria era atender a sua filha. Outras pessoas já se enfileiravam para uma possível consulta. Uma coceira, uma dor de cabeça, falta de ar e até problemas de visão. E tive que "sumir" rapidamente daquele local. O convívio com uma irmã médica, outra enfermeira, amigos da área de saúde, e afins, me levou às informações. Aqui no "O Blog", escrevo sem a pretensão acadêmica, se é que essa existe mesmo, como fazem milhares e milhares de outras pessoas. Livres, sem precisar de explicações outras. E com muita boa vontade, ao contrário de "não ter consultado" a filha da senhora no interior e nem todas as outras pessoas que acorreram. Aqui é só escrever, livre! Mas a Academia ao meu ver é necessária, pela complexidade. Só incluiria mais erudição e um critério menos bobo de velhos e ultrapassados jargões, desses com a ridícula pretensão de se autoafirmar. Outro dia escreverei porque acho que alguns profissionais médicos se sentem "deuses". Bem, mas essa é uma outra questão. 

 



Escrito por marcelo pegado às 22h59
[] [envie esta mensagem] []




[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]